terça-feira, 11 de setembro de 2007

O conto da arara... fatos da comunicação e suas interpretações...

Os personagens:

Lúcia de Fátima - minha tia, risonha, professora de educação artística, organiza eventos nas escolas onde leciona.
Eliana - empregada da tia Lúcia, é prestativa e obediente.
tia Téia - bem humorada, gosta de arte, e tem uma espiritualidade bem desenvolvida.
Empregada da tia Téia - não conheço pessoalmente
Carlos Alberto - meu irmão, é um garoto agitado e ultimamente quer um bicho de estimação, um cachorro ou um papagaio.
Lúcia Helena - minha mãe, professora de educação física, também organiza atividades profissionalmente.
meu Pai - um cara atencioso sempre que pode.



Bom, o caso foi o seguinte, a Tia Lúcia estava organizando um desfile temático sobre a Amazônia em uma das escolas onde dá aula, e precisava de uma arara de madeira, não um cabideiro, mas um passáro esculpido, e lembrou que tinha visto algo parecido na casa de alguma de suas cunhadas. Como estava com pressa, pediu para a Eliana "ligue para a minha cunhada, a Téia, e lhe pergunte se ela pode me emprestar uma arara de madeira que ela tem...", e reforçou o pedido para evitar mal entendidos "...lembre-se é uma arara de madeira!!".

A Eliana ligou, mas como no momento a Téia não estava deixou o recado com a empregada da Téia "avise sua patroa que a Lúcia tá precisando de uma arara de madeira". Assim que a tia Lúcia voltou pra casa perguntou para a Eliana "e aí você ligou pra Téia?", Eliana lhe respondeu "liguei, mas como a Téia não estava eu dexei recado com a empregada...". Naquele instante a tia Lúcia pensou: "um recado que vai de uma empregada para outra tem muita chance de não chegar a tempo...", e concluiu: "acho que vou me virar de outra forma com o desfile já que é hoje mesmo", desistindo da arara.

No mesmo dia de tarde a empregada da tia Téia lhe passou o recado: "Téia, a empregada da Lúcia te ligou dizendo que ela tava querendo uma arara de madeira...", tia Téia ficou surpresa e respondeu: "Tem certeza? Eu tenho um tucano de cerâmica, mas não uma arara de madeira...", e logo lembrou "Ah! quem tem uma arara de madeira é minha irmã Cecília, acho que é isso! Mas vou ligar lá na Lúcia pra saber..."

Como já aconteceu outras vezes na minha família, uma pequena confusão começou aí, a tia Téia estava pensando que se tratava da minha mãe, e não da minha tia, e acabou ligando em casa. Quem atendeu poderia desfazer a confusão, mas como foi o meu irmão Carlos, veja o que aconteceu:

-alô!
-alô! Carlos?
-o próprio!
-ha ha ha! Carlos, aqui é a tia Téia, sua mãe ligou aqui e me pediu uma arara de madeira...
-hummm...
-...só que eu não tenho uma arara de madeira, quem tem é a tia Cecília, o que eu tenho um tucano de cerâmica...

Meu irmão Carlos é um figura, ele viaja um monte, e a estas alturas devia estar pensando em um monte de bicho que ele não tem e queria ter, e nem devia estar se ligando no fato de que eram apenas objetos, ao contrário, devia estar pensando que madeira e cerâmica eram algo como categoria de bicho ou região de onde vêm.... enquanto isso minha tia falava:

-...você vai querer?
-opa tia!!! eu quero sim!!!

Naquela tarde meu pai trabalhava tranquilamente quando meu irmão veio com uma extranha pergunta: "pai tem como ensinar tucano a falar?", e meu pai prontamente respodeu: "sei lá filho, se o adestrador for bom, talvez...", e Carlos deixou o escritório empolgado.

No dia seguinte, por coincidência todas iriam se encontrar, uma atividade diferente chamada Dança Cíclica que minha mãe, a tia Téia e a tia Lúcia iriam juntas. Combinaram de se encontrar na minha casa, e a tia Téia lembrou consigo de aproveitar a ocasião pra levar o tucano prometido.

Assim, quando a tia Téia chegou em casa com o tucano de cerâmica na mão, a minha mãe, a tia Lúcia e o Carlos já estavam na cozinha conversando, e foi uma enorme surpresa pra tia Lúcia:

-ué Téia, vai levar o tucano na Dança Cíclica?
-não este tucano é pra Lúcia de Dunga, ela me ligou pedindo...

E muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo:

Minha mãe exclamou: "eu pedi um tucano????"

Meu irmão murchou: "ahhh, é de mentira!!??"

A tia Lúcia tentou explicar: "não, não!!! fui eu quem... huahaauhuahuahua!!!", e começou a rir sem que ninguém entendesse porque... até que ela conseguisse parar e explicar o mal entendido...

Tá aí uma história com várias morais:

Cada um entende o que quer das coisas...
Pequenas o imprecisões podem nos levar a lugares inimagináveis...

... e por aí vai..

De fato esta história, além de fazer as pessoas rirem muito, ainda mais quando alguém resolvia explicar sua participação, como meu pai dizendo "agora entendi porque o Carlos me perguntou se dava pra ensinar tucano a falar", ou o Carlos "eu achei que a tia não queria mais o tucano, então eu poderia dar comida pra ele...", serviu como uma boa reflexão a respeito da comunicação e o desencadear de acontecimentos.

Inté!

2 comentários:

Fernando Galdino disse...

hahahahahahaha

q nóia

hahaha

Galerta varejônica é massa

Caio disse...

q massa...
q massa MESMO!
HAHAHA